ANO 2015

“Título de Cidadã Alegretense à Artista Shana Müller, cantora e apresentadora, expoente divulgadora da cultura gaúcha”.

"O Vereador Márcio Amaral, proponente do projeto de Decreto Legislativo que resultou na concessão do Título de Cidadania, presidiu os trabalhos do ato solene e contou com a Vereadora Miriam Suhre, como Secretária da Mesa Legislativa." "Shana Goulart Müller nasceu em 12 de fevereiro de 1980, filha de Renato Nicolau Müller e de Sandra Maria Goulart Müller, e veio para Alegrete ainda menina, por motivo de transferência da família em função de atividade laboral do pai, que exercia a função de Gerente do Banrisul."
"Em 1993 Shana Müller foi eleita 1ª Prenda Juvenil do Estado do Rio Grande do Sul representando o Centro farroupilha de Tradições Gaúchas, o Alegrete e a 4ª Região Tradicionalista."
"O CTG Farroupilha, através do Patrão Roberto Cariolato da Silveira, da 1ª Prenda Eliana Soares e do Peão do RS, Marco Antônio Saldanha Júnior registraram o momento, com entrega de mensagem em cartão de prata."
"Entrevista Capa Revista Perfil: Shana Müller
Tudo tem um começo e sabemos que contigo não é diferente. O seu trabalho é consagrado e famoso pelo Rio Grande afora, conte-nos um pouco sobre suas origens, a família e início do seu desenvolvimento profissional.
Minha vida profissional e pessoal se confundem desde o princípio. Nasci em Montenegro, terra da minha mãe. Ela levou eu e meus irmãos (somos 4) para nascermos na sua terra natal. Nessa época já andávamos de “galho em galho”com meu pai, que gerente de banco não esquentava mais que dois anos em uma cidade. Foi assim que vivi em Panambi, Horizontina, Palmeira das Missões, Cruz Alta, Santa Cruz do Sul e no meio dessa trajetória, no Alegrete, onde vivemos por dez anos e dei início a minha história com a cultura gaúcha.
A cada cidade que chegávamos meu pai se associava em algum clube. Era importante para o seu trabalho ter uma vida social ativa. Foi em Alegrete que lhe disseram que deveria freqüentar, também, um CTG, onde a vida social da cidade também acontecia. E foi no CTG Farroupilha que tudo começou. Num evento me encantei pelas crianças dançando na invernada, me matriculei na escolinha de dança, levei toda a família pra lá e inventei que queria ser primeira prenda e por isso fui estudar violão. Aí a musica e a tradição passaram a fazer parte da minha vida!

No período que iniciou a carreira, o que foi mais difícil? Sou uma pessoa bem decidida e não enxergo muito o difícil. As dificuldades me desafiam, me estimulam. Acho que cada momento tem os seus obstáculos. Tentando recordar, há dez anos, retomar um espaço para a mulher nos palcos gaúchos foi um desafio sim.

Como foi a decisão de escolher pela carreira artística, quem lhe inspirou? Foi natural. Vim para Porto Alegre estudar jornalismo, que sempre foi a profissão que eu queria e nesse caminho a musica sempre esteve ali, me rondando... até o momento que resolvi que tinha uma história a finalizar: ou transformá-la em lazer e ia cantar nos churrascos de família, ou ia levar a sério. E deu no que deu. Hoje consigo conciliar a comunicação e a musica!

Como é ser uma mulher num meio tradicionalmente dominado por intérpretes masculinos, como a música do Rio Grande do sul? Quais as grandes dificuldades e os maiores desafios em relação a isso? Nunca busquei espaço por ser mulher. Sou duma geração em que isso já não é empecilio. Admiro as mulheres que vieram antes e que permitiram que hoje fossemos tratadas como iguais. Mas não vejo que o mundo de hoje tenha espaço ainda para nos, mulheres, pensarmos assim. Sempre busquei meu espaço pelo meu talento, pela minha dedicação e não porque achava d=que deveria ter espaço por ser mulher. Talvez por ter sido criada numa casa com três irmãos homens, e sempre ter sido tratada de igual para igual, essa diferença de gêneros não seja um aspecto preponderante em minha vida. Sou trabalhadora, dedicada, sei o que quero, confio no que faço. O resto é conseqüência disso!

Conte um pouco sobre os momentos marcantes na sua carreira. CADA MOMENTO É MARCANTE... Tudo tem seu valor especial. Mas posso citar, sem duvida, o mais especial que foi dividir o palco com Mercedes Sosa, numa situação de fã e ao mesmo tempo de cantora, de ter que cantar a seu lado. Ela sempre foi – e segue sendo- minha referencia artística. O encontro aconteceu em Cachoeira do Sul e depois em Porto Alegre, em sua ultima apresentação na capital dos gaúchos. Sou eternamente grata ao Luiz Carlos Borges, por sua generosidade de me apresentar e me conduzir até ela.

Que atribuí seu sucesso hoje, tanto como cantora e apresentadora do Galpão Crioulo? Sucesso é uma palavra que me causa um certo estranhamento. Acredito no trabalho e é a ele que credito qualquer êxito. A carreira artística é igual a qualquer trabalho. Você tem que correr atrás, se especializar, aprimorar, ensaiar, criar, comunicar... ufa é tanta coisa... Não dá pra ficar em casa esperando alguém ligar pra contratar teu show. Isso existe pouco hoje em dia. Cada vez mais, as ferramentas permitem que tu esteja em cotnato com teus fãs, com teus contratantes e temos que ir atrás. Hoje, tenho a alegria de ter uma equipe mior para me dar suporte nisso, até para poder conciliar musica e TV (que também tem uma super equipe de produção e direção conduzindo).

Você tem sido bastante identificada aos festivais de música nativista, das quais participa ativamente. Qual a importância destes certames em sua carreira, considera eficazes para a divulgação de seu trabalho? A verdade é que não participo tanto assim dos festivais. Se analisar esses dez anos, estive mais como apresentadora, do que como cantora. Não esperei estar nos festivais para lançar meu primeiro disco, o que é o caminho normal para muitos artistas. Tenho concorrido pouco... vou mesmo quando são musicas feitas para mim, que eu gosto, me identifico, ou fazer show.
Mas é um mercado de trabalho, mais do que tudo hoje. É assim que eu enxergo. No sentido cultural, acho que a Formula precisa de uma revisão para seguir em frente como palco principl da musica nativa e voltar a se aproximar do público. Vou sempre aos festivais da Argentina e acho que temos mito a aprender com eles no fortalecimento do folclore!

Qual é a avaliação que você faz hoje da música nativista, da produção musical gaúcha e nacional. Há esperança para a boa música? Acho que o RS segue sendo uma força de resistência. Esta cada vez mais difícil o que é bom ter espaço. Por isso digo que temos que rever algumas coisas... para seguir resistindo, ensinando através da musica, mas vejo que é importante romper um pouco com os preconceitos para “com os de bombacha”e entender a musica regional como uma manifestação dos gaúchos, independente da roupa que estejam vestindo... Assim como o chimarrão é um costume que não tem gueto.

Como é para você dividir o palco com grandes cantores consagrados da música gaúcha e latina? Como se sente? Dividir a musica é sempre bom. Musica se faz no coletivo! Então poder estar no placo com outros cantores e principalmente com o quarteto que me acompanha, que são músicos excelentes, (Felipe Barreto, Glauco Vieira, Lucas Esvael e Vaney Bertotto) é sempre um momento de alegria. Estar no palco é um momento de felicidade extrema!

O que representa o nosso estado para você? Rio Grande do Sul. Minha querência, meu pago, meu lugar, minha casa, minha Raiz, minha origem, minha referencia, meu jeito de ser, de viver, de entende RO mundo. Acho que é isso que a terra da gente nos dá. E isso levamos para qualquer parte, onde a gente ande, levamos o que nos forma que tem tudo a ver com o lugar onde a gente nasce.

Como é sua rotina? Instável e intensa. Divido meu tempo entre a musica e atelevisão. Projetos, reuniões, ensaios, trabalho em casa respondendo entrevistas (hehe), os fãs, fazendo contatos, criando, escrevendo meus textos de ZH e do site do Galpão. Vou a RBS para as reuniões de pauta do programa, para escrever os textos do programa, gravações. E alem disso, as viagens tanto para shows quanto para as gravações. Não tenho fim de semana nem feriado, mas duas vezes ao ano tiro férias (nem sempre consigo conciliar a TV e os shows), como agora.

Quais são seus projetos e planos para o futuro? Meu projeto principal é ser feliz. Acho que sou abençoada em trabalhar com o que gosto, então não trabalho nunca. Não é mesmo? Ando pelo mundo cantando, conhecendo gente, recebendo carinho. E isso já ta de bom tamanho. Meu projeto pro futuro é seguir trabalhando, criando coisas novas, deixando algo importante para as novas gerações, pra criançada que me acompanha. Esse ano sigo comemorando os dez anos (oficias) de carreira com musicas novas e DVD.

Uma filosofia de vida
Ser feliz: Uma busca diária, um trabalho constante que depende só de mim!

Sempre encerramos nossas entrevistas pedindo um recado para nossos leitores. Qual o seu recado? Meu recadinho é sempre o mesmo, em todas as entrevistas: conheça um pouco mais da musica e da arte do teu lugar. Ela te fará diferente do resto. E se tu contares para um amigo e todos nós fizermos isso, pouco a pouco, como num trabalho de formiga, seremos mais e mais. Mudar o mundo, mudar s situações depende da atitude de cada um de nós. Hoje, propagar uma informação é tão fácil. Que bom que possamos propagar o que há de bom!"

Fonte: Site da Câmara Municipal de Alegrete e Produção Shana Müller.
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